Você trabalha todos os dias, cumpre horário e recebe ordens como um funcionário CLT, mas é obrigado a emitir nota fiscal como Pessoa Jurídica (PJ)? Se a resposta é sim, você pode estar sendo vítima de Pejotização Fraudulenta. Essa situação é muito comum, mas é ilegal. O objetivo da empresa é apenas cortar custos e retirar seus direitos.
Portanto, é natural que você se sinta confuso e inseguro. Afinal, como provar que existe um vínculo de emprego? Este guia vai esclarecer exatamente o que é a Pejotização Fraudulenta e, além disso, mostrar como você pode reverter essa situação para garantir todos os seus direitos.
O Que Caracteriza a Pejotização Fraudulenta?
A Pejotização Fraudulenta acontece quando o contrato PJ serve apenas para mascarar uma relação de emprego tradicional. Em outras palavras, a empresa tenta forçar você a atuar como um prestador de serviços autônomo. No entanto, na prática, você trabalha como um empregado com carteira assinada.
Mas como saber se este é o seu caso? A Justiça do Trabalho avalia a presença dos requisitos de um vínculo empregatício. Em primeiro lugar, observe estes quatro pontos principais:
- Subordinação: A empresa controla sua forma de trabalhar, dá ordens e exige o cumprimento de metas.
- Não Eventualidade: Você trabalha de forma contínua e habitual, não apenas em projetos esporádicos.
- Onerosidade: Você recebe um salário ou remuneração mensal pelo serviço prestado.
- Pessoalidade: A empresa exige que apenas você realize o trabalho. Você não pode enviar outra pessoa em seu lugar.
Se você identifica essas características no seu dia a dia, mesmo tendo um contrato PJ, existe uma alta chance de que se trate de um caso de Pejotização Fraudulenta. Portanto, é fundamental conhecer a lei. O artigo 3º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) define o empregado, e o artigo 2º, o empregador.
Os Direitos Perdidos com a Pejotização Fraudulenta e Como Revertê-la
Ao forçar a atuação como PJ, a empresa retira de você uma série de direitos trabalhistas fundamentais. Como resultado, você perde férias remuneradas, 13º salário, FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), e as verbas rescisórias em caso de demissão.
A boa notícia é que você pode reverter esta situação na Justiça.
Como funciona o processo para reverter a Pejotização Fraudulenta?
- Reunir Provas: O primeiro passo é juntar toda a documentação. Você deve ter em mãos e-mails, prints de conversas, holerites (ou notas fiscais), e qualquer documento que prove sua subordinação e a não eventualidade.
- Buscar um Advogado: É fundamental procurar um advogado especialista em direito do trabalho. Ele irá analisar seu caso e entrar com uma ação na Justiça.
- Reconhecimento do Vínculo: Na ação, você pedirá o reconhecimento do vínculo empregatício, ou seja, que a Justiça declare que, na verdade, você sempre foi um empregado CLT.
- Pagamento das Verbas: Se o vínculo for reconhecido, a empresa será condenada a pagar todas as verbas que lhe foram negadas durante o período do trabalho sem carteira assinada (FGTS, férias, 13º, etc.).
Além disso, é importante lembrar: a lei protege o trabalhador. Portanto, não tenha receio de buscar o que é seu por direito. A Justiça entende que a parte mais fraca nessa relação é o empregado.
Não Deixe Seus Direitos Caducarem: Próximo Passo contra a Pejotização
A Pejotização Fraudulenta é uma prática abusiva que precariza o trabalho. Você não deve se conformar com essa injustiça. Afinal, a diferença entre um PJ forçado e um CLT é o acesso à sua segurança e dignidade.
Se você tem dúvidas, ou acredita que se enquadra nesta situação, não perca tempo. Existe um prazo legal para entrar com a ação trabalhista.
Portanto, o momento de buscar seus direitos é agora. Entre em contato conosco para uma análise de caso. Nossa equipe está pronta para entender sua história, tirar todas as suas dúvidas e orientar os passos necessários para reverter a Pejotização Fraudulenta e garantir que você receba tudo que é seu por direito.



