Privacidade no Trabalho: O Que a Empresa Pode ou Não Fazer?

Você sente que o patrão vigia cada passo seu durante o dia? A privacidade no trabalho gera muitas dúvidas entre os trabalhadores. Afinal, saber o limite entre a fiscalização necessária e a invasão da sua intimidade é difícil.

Neste artigo, explicaremos exatamente o que a lei permite e o que ela proíbe. Portanto, você conseguirá identificar abusos rapidamente. O conhecimento representa, sem dúvida, a sua maior proteção.

Entenda os limites da privacidade no trabalho

A empresa detém o “poder diretivo”. Isso significa que ela organiza e fiscaliza o serviço. No entanto, esse poder tem limites claros. A privacidade no trabalho é um direito fundamental que todos devem respeitar.

Consequentemente, o patrão não pode fazer o que bem entende. O monitoramento serve para proteger o patrimônio e medir a produtividade. Por outro lado, ele jamais deve humilhar o funcionário. Dessa forma, o equilíbrio deve existir sempre.

A privacidade no trabalho e o uso do e-mail

Essa dúvida é muito comum. A empresa pode ler seus e-mails? A resposta muda conforme a ferramenta. Se você usa o e-mail corporativo da empresa, o empregador pode monitorar as mensagens.

A ferramenta pertence à empresa. Assim, ela pode verificar se você a utiliza apenas para trabalho. Contudo, o patrão precisa avisar antes sobre essa fiscalização. A transparência é essencial.

Em contrapartida, o e-mail pessoal é inviolável. O chefe não pode exigir sua senha ou ler conversas particulares. Isso invade gravemente a privacidade no trabalho.

Câmeras de segurança afetam a privacidade no trabalho?

A lei permite o uso de câmeras para garantir a segurança. Entretanto, a empresa deve respeitar restrições geográficas. A lei proíbe a instalação de câmeras em banheiros, vestiários ou refeitórios.

Esses locais exigem privacidade absoluta. Além disso, as câmeras no escritório devem ficar visíveis. Filmagens escondidas são ilegais e geram processos. Por isso, fique atento se notar lentes em locais indevidos.

Tal atitude configura abuso. Nesses casos, você deve reunir provas na Justiça do Trabalho para defender seus direitos.

Revista de pertences e a privacidade no trabalho

Muitas empresas revistam funcionários para evitar furtos. Todavia, elas devem seguir regras rígidas. A lei autoriza apenas a revista visual de bolsas e mochilas.

Ou seja, o segurança nunca pode tocar no seu corpo. Adicionalmente, ele não pode revirar seus pertences com as mãos. Você mesmo abre a bolsa e mostra o conteúdo.

Qualquer revista com toque físico ou que exponha você ao ridículo é ilegal. Esse comportamento fere sua dignidade e caracteriza assédio moral no trabalho.

O que a Constituição garante?

A Constituição Federal protege a intimidade e a honra de todos. Portanto, nenhuma regra da empresa vale mais que a lei do país. Você pode ler o texto legal no site do Planalto.

Logo, contratos que exigem a renúncia total da privacidade não têm validade.

Como reagir à falta de privacidade no trabalho

Agora você conhece os limites da privacidade no trabalho. Se a empresa vigia você de forma abusiva, aja com inteligência.

Primeiramente, converse com colegas e veja se o problema afeta a todos. Em seguida, anote os detalhes de cada abuso.

Essas situações geram direito a indenização por danos morais. Além disso, em casos graves, você pode pedir a rescisão indireta. Assim, você sai do emprego e recebe todos os direitos.

Não aceite desrespeito

O trabalho não deve parecer uma prisão. A relação profissional exige respeito. Por fim, se a vigilância prejudica sua saúde, procure ajuda jurídica.

Você acredita que a empresa desrespeitou sua privacidade no trabalho? Não permaneça na dúvida. Nossa equipe analisará seu caso hoje mesmo.

Fale conosco agora e proteja seus direitos trabalhistas.

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